quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
MINI RETROSPECTIVA 2010
1) do desaparecimento do Belchior
2) da gripe suína
3) da proliferação do peixes nos aquários socias
4) do Twitter
5) das vossas excelências trocando farpas enquanto nadam na minha piscina
6) de ver como o tempo passa rápido
7) de conhecer parte do mundo
8) de sonhar
9) de buscar
10) de repetir
...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
O JOGO

Éramos quatro, todos devidamente acomodados. A mesa redonda exibia o feltro novinho, roxo. Estávamos prontos para a disputa. Melhor de 301, essa era nossa epopéia na Catchamba, jogo milenar que utiliza todas as cartas do baralho oficial da Anti-República de Azmhir. A sala de jogo, posicionada estrategicamente no alto do castelo do poderoso rei, era sombria, fria, nebulosa. Começa nossa disputa medieval.
Contrariando a velha máxima, o prêmio maior era pura libertinagem. Katrina, do alto dos seus 182cm de altura, estava pronta para servir o vencedor. Sete noites de amor e luxúria na suíte master do castelo. Contando dessa forma, a peleja até soa como um playground, mas não era. Se Katrina, uma loira tipo Sharon Stone - no auge da forma - era o grande prêmio da sabatina, os perdedores amargariam as prendas do temido rei ditador da Anti-República de Azmhir. Nosso comandante é extremamente sádico. Correm, pela vila baixa, diversas histórias de tortura e maus tratos, todas protagonizadas pelo monarca. Era um desafio de vida ou morte.
Ao meu lado direito havia um imigrante oriental. Uma figura franzina, esquelética, branco como algodão que respondia pelo nome de Ping Shan III. Ao lado de Ping Shan, quase de frente para mim, o carrasco do reino. Sem pronunciar uma palavra sequer, o gigantesco homem de capuz preto não tinha nome, ele era o carrasco do reino e ponto, uma figura sem identidade. Do meu lado esquerdo, um cidadão comum, provavelmente descendente do clero dos eromitas. Lembro-me muito bem que a cada rodada o homem comum, que atendia pelo nome de Alexandrino, exalava um cheiro forte, um odor fétido de enxofre. Bastava uma nova rodada da temida Catchamba para Alexandrino abrir seu poros.
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Eu sei que antes de prosseguir com a história, seria de bom grado explicar como funcionam as regras desse temido jogo. Mas, como todo embate que utiliza baralhos reais, a Catchamba é – provavelmente – o carteado mais complexo de todos os reinos.
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Para fiscalizar a partida o próprio rei fazia as honras, um crupiê real, sádico. Seus olhos corriam todos os vãos do castelo enquanto distribuía as cartas com grande agilidade. Há quem diga que o temido Azmhir não era viciado na jogatina, mas sim nas prendas que aplicava aos perdedores. Seu castelo, incrustado no alto das montanhas, era o cenário perfeito para vencer ou morrer. E lá estava eu... Assim que fui anunciado pelos clarins lembrei que na parte baixa do reino corriam boatos terríveis sobre essa partida que eu estava prestes a protagonizar, especulava-se que o último colocado seria executado em praça pública. Mas logo que vi o carrasco real estranhei o que poderia vir a ser uma auto-execução, caso o temido gigante de capuz preto perdesse de todos. Fiquei intrigado.
Os clarins tocam, as cartas são distribuídas. Primeira rodada. Seguindo a ordem anti-horária, saquei meu valete de ouros. Heitor, o príncipe de Tróia era meu trunfo. Ping Shan III cobriu minha carta com um demolidor dois de paus. Em seguida o carrasco nos soterrou com um rei de ouros. Aquela figura de Julio César com um machado na mão estampada na carta do gigante queria nos dizer alguma coisa. Todos cruzaram olhares. De repente o homem comum sacou um três de copas e acabou com aquela rodada: Catchamba! Gritou apressadamente.
1 X 0 X 0 X 0.
Azmhir sorriu marotamente, com o canto da boca. Era apenas o começo, muita coisa ainda viria pela frente.
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4 horas e 52 minutos após a primeira rodada, a mesa estava tecnicamente empatada: 43 X 43 X 43 X 44 - um mísero ponto dava vantagem ao homem do baixo clero – quando o rei sentenciou:
- “Como todos sabem, o vencedor terá direito a uma semana de prazer com Katrina. Serão sete dias e sete noites com a mais bela serva real. Mas agora, como vocês não sabem, vou anunciar o prêmio para o segundo colocado...”
Os clarins sopraram a todo vapor.
- “Um Kindle com 3,3 gigas de memória!”
Confesso que prefiro a semana de luxúria, mas fiquei aliviado ao saber que o segundo colocado não seria punido seriamente. Àquela altura do campeonato nós jogadores temíamos que o rei anunciasse alguma barbárie.
Nos entre olhamos... Os clarins soaram novamente e o rei, sem fazer qualquer menção ao que estava reservado para o terceiro colocado, ordenou que voltássemos ao jogo. Antes de dar as cartas, Azmhir sussurrou em tom debochado:
- “Só anunciarei o que reservo para o terceiro colocado quando um de vocês alcançarem 100 pontos.” O rei era terrível, sabia como aplicar técnicas de tortura mental como ninguém.
Jogamos por mais três horas e meia. O carrasco tremia de cansaço, Ping Chang III estava ainda mais pálido do que nunca. Eu suava como um porco a caminho do abate enquanto o homem comum não demonstrava nenhuma reação.
100 X 99 X 98 X 97! Frio e calculista, o representante do baixo clero seguia a frente do placar. A cada rodada, fazia questão de exibir total domínio sobre as cartas. Não parecia humano.
Antes de anunciar o que estava reservado para o terceiro colocado, o Azmhir chamou Katrina. Luzes piscaram, máquina de fumaça real a todo vapor.
- “Que entre o prêmio máximo!”
A porta do salão de jogos real se abriu e Katrina apareceu lentamente. Ela era perfeita. Com olhos rasgados e andar de gazela, nossa musa adentrou o salão coberta por um minúsculo baby dool transparente. Mais uma vez nossas reações vieram à tona. Enquanto o japa tremia feito vara verde, o carrasco lambia a lâmina de seu machado numa cena obscena e grotesca. Confesso que perdi o fôlego quando fitei aquela deusa. Katrina era demais, sua bunda parecia ter sido desenhada com um compasso suíço... Mas o homem comum não demonstrou reação. Seus olhos estavam fixos na mesa, nas cartas, no jogo. Katrina se foi ao som dos clarins e o rei profanou:
- “O terceiro colocado será expulso do reino e sua família, incluindo 3 gerações futuras, serão meus servos!”
Azmhir mostrara suas cartas justificando sua fama. O que poderia ser pior que isso? O que o reino reservava para o último colocado? Por que me meti nessa roubada real?
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12 horas de jogo. Pausa para uma mijada. Estávamos perto do placar final.
Saí da mesa em direção ao banheiro real com os bagos nas mãos. Afinal de contas, estava em último lugar. Enquanto o homem comum do baixo clero seguia na ponta, o carrasco mantinha seu posto de segundo colocado. Ping Chang III teria mais algumas rodadas para livrar sua família da sentença real enquanto eu só pensava no que poderia me acontecer caso não reagisse ao placar desfavorável. Balancei e voltei à mesa. O quadro negro com moldura de ouro exibia o trágico: 294 X 292 X 198 X 149. Eu despontava na lanterna, longe, muito distante do terceiro colocado. Recorri à lei da probabilidade para calcular quais seriam minhas chances de recuperação. Maldita matemática, no máximo conseguiria arruinar minha família.
O jogo prosseguiu.
Alexandrino continuava na ponta enquanto o carrasco real sonhava com seu Kindle de 3,3 gigas. Ping Shan III e eu travávamos um embate terrível.
Viramos 2 noites sobre o feltro roxo. O Rei, astuto como uma ave de rapina, era o único que tinha momentos de descanso. Sempre que deixava a mesa para repousar, deixava o ministro da guerra para supervisionar a partida.
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300 X 274 X 261 X 239.
Era o fim. Meus 239 pontos contra os 300 de Alexandrino me sepultavam.
Os clarins soaram anunciando o match point. As luzes do castelo ficaram miúdas enquanto as máquinas de fumaça, ligadas em 220 volts, trabalhavam sem parar. Nesse momento tive um flash back perturbador. Lembrei da minha infância pobre e divertida na vila baixa. Lembrei do meu primeiro amor, meu primeiro beijo, minha primeira transa. Lembrei das juras de amor que fiz a minha primeira paixão verdadeira, lembrei da primeira nota baixa no boletim, lembrei do meu pai trazendo lenha no inverno, do cheiro do bolo da maça da minha mãe. Lembrei do dia que fumei meu primeiro baseado, lembrei das ressacas intermináveis de rum, lembrei do mergulho na extinta lagoa azul... Lembranças tenras e difíceis. Um flash back típico de quem está no fim da linha.
Enquanto meu flash back corria décadas em velocidade máxima o homem simples gritou:
- “CATCHAMBA!!!”
Alexandrino, com os olhos esbugalhados e mãos ao pau, exibia um sorriso desconcertante. Era o fim daquele jogo insano.
Os clarins soaram, Katrina entrou na sala de jogos reais com seu minúsculo baby dool transparente e levou Alexandrino pela mão. O carrasco foi presenteado com seu Kindle de 3,3 gigas e Ping Shan III foi levado à masmorra.
Fiquei sozinho na sala escura. Eu, Azmhir e meia dúzia de guardas reais. O silêncio tomou conta do ambiente durante uns 30 segundos até que o rei se pronunciasse em altos brados:
- “Você, perdedor máximo, faz idéia do que reservo para os piores?”
Ajoelhado aos seu pés, relutei até dizer:
- “Não meu senhor...”
O rei calmamente fez um gesto para o ministro da guerra. Dois guardas me tomaram pelos braços enquanto as luzes se apagaram.
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sábado, 22 de agosto de 2009
DE VOLTA!
Fui atrás de imagens e histórias. Elas viajaram bem acomodadas na minha mala. Agora é só edição e finalização. O título do programa que estreia dia 02 de setembro no GNT as 21 horas, Fora de Casa, coube direitinho pra mim também. Quase três meses longe dos amores, da cidade, do clima úmido, das notícias repetidas e tristes, das cores vibrantes, da tropicália exuberante e conturbada.
Em breve as fotos (muitas), alguns vídeos posts e muitas histórias estarão no site do programa: www.gnt.com.br/foradecasa
Abaixo a ordem de exibição e as respectivas datas. E algumas fotos também.
O bom filho à casa torna.
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FORA DE CASA (estreia dia 02 de setembro no GNT, 21 horas)
1) 02/09 - CAPADÓCIA
2) 09/09 - PARIS
3) 16/09 - NOVA IORQUE
4) 23/09 - JOHANESBURGO
5) 30/09 - MONTREAL
6) 07/10 - LIMA
7) 14/10 - NAIRÓBI
8) 21/10 - LONDRES
9) 28/10 - BARCELONA
10) 04/11 - CIDADE DO MÉXICO
11) 11/11 - GOTEMBURGO
12) 18/11 - SANTIAGO
13) 25/11 - WINDHOEK
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Lima, Peru
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Eu e Ponichi em NYC
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Ponichi e eu preparados para a gripe suína na Cidade do México
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Panorâmica de Montreal
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Ponichi, Marquito, Célia e eu em Paris
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A bela desordem arquitetônica de Barcelona
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Perto de Johanesburgo, África do Sul
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O rei da selva justificando o trono em Windhoek, Namíbia
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Nairóbi, Quênia
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Eu e Ponichi pegando uma prainha de pedra em Gotemburgo
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O legítimo pub londrino
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Marquito, eu e Ponichi na Capadócia, Turquia
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Voo de Isabel Clark em Vale Nevado, Chile
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
TEMPO REI
Tudo sem acento por conta do teclado africano...
terça-feira, 21 de abril de 2009
EM BUSCA DO TEMPO EM NOVA IORQUE
O frio continua, mas a chuva deu uma trégua. Ontem a sensação térmica era de 5 graus, hoje ainda não botei a cara na rua... Daqui a pouco vamos gravar uma interna num estúdio. Depois, free day para botar o estômago em dia (chega de burguers e burritos!).
Em breve o blog do Fora de Casa vai pro ar! Fotos e vídeos com o making of de toda produção. Esse é o primeiro país, outros virão.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
MINI RETROSPECTIVA - ADENDO

Esqueci de inserir um tópico na minha mini retrospectiva 2009: o espetáculo A Inveja do Anjos.
A peça em si não me impressionou (sou chato!), mas a cenografia é uma obra prima. No conjunto, vale o ingresso. Prêmios Shell a parte, o espetáculo - em cartaz na Fundição Progresso - tem ótimas atuações e um texto... digamos... teatral... Em resumo, a cenografia de Paulo de Moraes e Carla Berri é criativa, bonita, lúdica, bem realizada e, como não podereia ser diferente, ajuda a traçar a história. A montagem é do Armazém Companhia de Teatro.
terça-feira, 14 de abril de 2009
MINI RETROSPECTIVA

Valsa com Bashir é muito bom... Do israelense Ari Folman, única animação em competição neste ano no Festival de Cannes. Neuroses da guerra do Líbano com tintas psicodélicas e rotoscopia que se justifica na trama.
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Em cartaz, em Búzios, a exposição UM OLHAR PARA O UNIVERSO. Com alegorias, vídeos, textos e imagens a exposição - voltada para o público infantil - fala de aquecimento global e afins sem cair no clichê da sustentabilidade - palavra da moda das mega corporações poluidoras.
Rua Maurício Dutra, 100Manguinhos - Búzios - RJ
De 08 de abril a 02 de maio. De seg a sex, das 10h as 18h.Sáb e dom, das 14h as 20h.
Informações: 22 9846 4030
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Fiz um perfil no Twitter e, após 3 semanas de uso, ainda não vi a real necessidade de mais um tamagotchi digital.
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Vi a exposição dos Gêmeos no CCBB e, pela primeira vez, me decepcionei com uma montagem do centro cultural... Pouca coisa, esse é o resumo. Em contrapartida, a mostra Brasil Brasileiro traça um panorama extenso da arte brasileira dos tempos de araras, papagaios e claro, futebol.
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Hoje, ao cruzar uma rua, vi um cão velho com seu dono. Me lembrei imediatamente do livro Escrita INKZ, do soiólogo português Boaventura de Sousa Santos. Para entender a analogia, só lendo esse livro que salva a poesia contemporânea das chatices estilísticas e dos duplos twist carpados sem propósito do gênero lírico.
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Dúvida da semana: celular convencional ou smartphone?
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Em breve estarei de volta. Não vou calçar um Rider 43, vou trabalhar... Ainda bem que existem bons trabalhos!
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quinta-feira, 12 de março de 2009
COMPARTILHANDO
terça-feira, 10 de março de 2009
ORIGINAL DENTRO DO ÓBVIO
Pintar, via telas e pincéis, alguma coisa que confronte o século XXI.
Ouvir alguma coisa banal que toque fundo.
Conquistar a liberdade, mesmo que imerso num mundo cheio de cadeados enferrujados.
Fumar o mesmo cigarro pela milésima vez.
Amar, consecutivamente, sabendo que se trata de um sentimento registrado no DNA.
Filmar diálogos, beijos, porradas e assassinatos.
Correr em volta da praça.
Comer asas de frango com pimenta (Texas style), sabendo que os orgânicos compõem dietas mais saudáveis.
Sorrir pro espelho.
Matar baratas sem dó. Amanhã outras aparecerão.
Buscar sentidos, independente da filosofia.
Rezar para alguém, e não para uma doutrina.
Usar roupas simples, fugindo do simplório.
Estudar para esquecer.
Viajar para conhecer.
Ler para passar o tempo de forma agradável.
Imaginar.
Comer, ir ao banheiro, tomar banho.
Usar um perfume bom, e caçar o cheiro retorcendo a cabeça.
Se apaixonar.
Saber o significado da palavra perecível.
Combater certos significados.
Sonhar. Resumir. Escrever. Dormir.
A CHUVA, A MORTE E UMA RODOVIÁRIA
Molha a nuvem antes do chão. Existe.
Hora sim, hora não.
A morte é uma grande sacanagem.
É como se você estivesse numa festa e, de repente, a bebida acaba.
Depois do fim das bebidas, você se consola conversando com alguns amigos.
De repente alguém te expulsa da festa.
A rodoviária tem vias.
Abacaxi.
Coxinha de frango suspeita.
Limão e pimenta.
Sentidos.
Sinais.
Palavras de amor.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
TRAMA NO O´SOBRADO
Mais informações no blog do FUSO: http://www.fusocoletivo.tk
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
SOBRADO

No próximo sábado estarei com uma intervenção no Sobrado - Lapa.
Eu + Kjá (Fuso Coletivo) - com mais uma participação especial do Birita - vamos subverter um dos muros do casarão da Lapa.
Abaixo o flyer na íntegra. Apareçam!
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O pessoal d'O SOBRADO começa 2009 com a corda toda. Em clima de aquecimento para o carnaval, dez marcas vão se reunir no dia 7 de fevereiro, das 10h às 22h na rua Riachuelo 101.
Preços especiais + chorinho + churrasquinho + som nas pick-ups
A moda vai ficar por conta de: Balaco, Balaio, Diversa, Hefestos, Joana Contino, Orange, Pontos por Virgínia Moraes, Teresa & Paula Lino, Urbanóide e Zellig. A comidinha que será servida também tem marca: Fazendo Doce.
Para completar, nada melhor do que música. Nesta edição, o show ficará a cargo do grupo Vivalabuta – com um repertório que mistura choro e samba. Nos toca-discos, a presença ilustre do DJ Preto Serra (Blax).
Intervenção de arte - Fuso Coletivo (Luciano Cian + Kjá) + Fabio Birita.
Até lá!
O SOBRADO
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
2009

No dia 27 de novembro de 1985, quando o cometa Halley cruzou o céu timidamente, após grande expectativa – falava-se que o cometa seria visto com o tamanho de 20 luas cheias - eu tinha exatos 12 anos de idade. Me lembro que a exatidão dos anos fizeram com que todos viajassem para o ano 2000. Projetávamos a idade para o novo século. No meu caso, o número era 26, já que sou de julho. Pensei o que poderia mudar. Como estaria. Certezas de um futuro incerto.
Hoje, véspera de 2009 – um número nunca antes pensado e projetado por aquela mente quase infantil – abro o jornal e vejo que pouca coisa mudou de verdade. Além das rugas e do fôlego escasso, a mesma exatidão matemática que rege o calendário cristão nos faz andar em círculos miúdos. Onde estão as naves? Cadê a mochila voadora que nos levaria de lá pra cá em segundos, a máquina de teletransporte, as moradias inteligentes, os robôs submissos, a paz pós-guerra fria?
Ainda somos infantis, depositamos no tempo nossas próprias angústias, buscamos na matemática simples o resultado de uma vida que se apresenta muito mais complexa com o passar dos anos. Números sobrepostos. Datas regidas pela mesma lua que, anos atrás, foi usada como escala para uma luz que cruzaria o céu.
Somos românticos. O tempo, piada.
Felicidades em 2009!
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
DOMINGO SEM PARQUE

Meia-noite. Azia em pleno vapor queimando as paredes do estômago. Lembranças das caipirinhas com cerveja quente das horas anteriores. Não estava fervendo, mas não dava pra chamar de gelada aquela Antarctica resfriada. Coisas da cultura brasileira, do sol que banha a linha do Equador, mesmo quando estamos mais pro sul do continente periférico. Computador desligado, listas e mais listas de afazeres perecíveis… Todos em estado de putrefação. O sono, a espinha que urge revelando a idade dos ossos, a preguiça e a falta de opções razoáveis na televisão sepultam a noite. Paro e penso: onde estão os movimentos? Cadê o papo-furado que não naufraga nunca? O que é ficção e o que é realidade após as 24 horas de um domingo quente, mesmo sem sol.
A procura da adrenalina de meia-idade, vago pelas folhas em branco, por mais uma loira frígida, por programas sobre o dragão de Komodo. Sintomas de um carimbo em relevo, 3D de tão forte, pulsante: bem-vindo a mais um dia matemático. Um dia que cumpre bem sua função no calendário, que justifica astrólogos e numerólogos, que reiventa zoológicos, cinemas (não filmes), teatros (não importa o espetáculo), pizzas! Não existe clichê maior que esse, meter o pau no domingão! Mas não fujo da regra, apesar das tentativas de subverter a ordem dos planetas.
Mais jovem, negava domingos e segundas. Melhorei?
Vida longa aos dragões.
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
TRAMA URBANA
O convidado da primeira rodada foi o Fabio Birita.
O local: Centro do Rio, mais precisamente nas imediações da Cinelândia.
Confira mais no blog do FUSO COLETIVO: www.fusocoletivo.tk

segunda-feira, 24 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
LANÇAMENTO ZUPI #11
terça-feira, 4 de novembro de 2008
MALABARES POR INTEIRO
O FUSO COLETIVO é um grupo de 2 (eu + 'Kjá) que está aberto a novas idéias e participações.
O Prêmio Interferências Urbanas 2008 teve patrocínio da Oi e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, apoio do IPHAN e do Oi Futuro e produção da Tisara.
Em breve, muito breve, estaremos de volta. Mais informações sobre essa ação e sobre o FUSO COLETIVO no blog: http://www.fusocoletivo.tk/
Confira abaixo algumas fotos da ação:

O ERRO...

A DESCULPA...

A TARDE, A NOITE...

QUASE ICÓGNITO...

DEPRIMIDO...

DE VOLTA AO TRABALHO...

ALIMENTANDO AS TEORIAS DE WARHOL.
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
NESSA SEXTA, DIA 24 DE OUTUBRO

Começa nessa sexta-feira, dia 24 de outubro, a intervenção urbana MALABARES.
Durante 10 dias (até o dia 02 de novembro), das 17h30 as 20h30, um suposto malabarista de sinal vai marcar presença na Rua do Catete com a Rua 2 de Dezembro. Quem passar por lá de carro, poderá ser abordado pelo malabarista - e participar da intervenção.
O projeto MALABARES foi um dos vencedores do Prêmio Interferências Urbanas 2008. O prêmio, patrocinado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e pela Oi, tem produção e curadoria da TISARA.
FUSO COLETIVO = Luciano Cian + Artur 'Kjá
Mais informações:
http://www.fusocoletivo.tk
http://www.interferenciasurbanas.com.br
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
PRÊMIO INTERFERÊNCIAS URBANAS 2008

quinta-feira, 25 de setembro de 2008
EXPO NO FESTIVAL ABOUT US
Mais informações:
http://www.aboutusfestival.com.br
Link da minha ilustra no Brasilidade Ilustrada:
http://www.behance.net/Gallery/Brasilidade-Ilustrada/116344
Link das vinhetas ZUPI:
http://www.behance.net/Gallery/Videos-ZUPI/116746
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
PADARIA DO SEU MANEL
PADARIA DO SEU MANEL
- Alô...
- Designers Associados Silva. Bom dia!
- O Silva, por favor...
- Quem gostaria?
- Seu Manel...
- Um momento...
- Pois não.
- Sr. Silva? Aqui é o Seu Manel da padaria. Tudo bem?
- Tudo bem. Em que posso ajudá-lo?
- Sabe o que é, to ampliando meu negócio e gostaria de mudar a marca da minha padaria. Quanto custa?
- Bem, como assim...
- Queria saber quanto sai para fazer uma marca pro meu negócio...
- Seu Manel, os custos podem variar de acordo com uma série de fatores: tamanho, faturamento, classificação do negócio, exposições da marca, possíveis aplicações etc...
- Tudo bem, mas quanto custa?
- Como te falei, o ideal seria marcar uma reunião. O senhor me apresenta as "questões" da marca e "desenhamos" um "briefing".
- Ih! Com esse tal de briefing é mais caro?
- Não meu senhor, trata-se apenas de uma coleta de dados para que eu saiba como conduzir melhor o trabalho.
- Mas é muito simples: Padaria do Seu Manel... E acabou...
- Tudo bem, mas é necessário que uma pesquisa de mercado seja efetuada. Preciso conhecer seu negócio.
- O senhor nunca foi a uma padaria?
- Claro que fui... Obviamente!
- Então é isso! É tudo igual: pão, leite, bolo, frango assado... Essas coisas de sempre.
- Ok. Mas insisto que nos encontremos para levantar algumas questões e fechar o negócio...
- Seu Silva, não me leve a mal, mas acho que o senhor não entendeu. Eu tô te ligando para saber quanto custa...
- Bom, então o senhor quer mais objetividade?
- Isso mesmo!
- Segundo a Tabela do Sindicato dos Designers da Região Central da Planície de Montes Verdes uma marca - incluindo layout, arte-final e manual da marca custa, exatamente, cinco mil novecentos e sessenta e oito reais e setenta e três centavos...
- O que... Tá maluco?!!!
- Como assim...
- Tá achando que eu sou português?
- Não senhor... Quero dizer, sim Seu Manel. Esse é o preço praticado pelo mercado.
- Mas o meu negócio é padaria... Você sabe quanto custa um pãozinho? Teria que vender milhões de pães pra pagar essa marca... Tá muito alto!
- Mas foi exatamente por isso que eu queria marcar uma reunião com o senhor...
- Com a reunião o preço abaixa?
- Vamos conversar...
- Então tá... Que horas?
- Que tal às 10:30h nesta quarta?
- 10:30h? Muito tarde!
- Mas é meu primeiro horário de trabalho.
- Tá brincando! Eu acordo todo dia as 4:30h da manhã para trabalhar, dia após dia, incluindo sábado e domingo, e o senhor, que chega ao trabalho às 10:30h quer me cobrar cinco mil novecentos e sessenta e oito reais e setenta e três centavos por uma marca?!!!
- Tudo bem, então podemos marcar pro fim do dia: 21:00h tá OK?
- Que isso... Há essa hora eu já to indo pra cama. Eu não posso acordar tarde como você não... Tenho que trabalhar!
- Então é o seguinte Seu Manel: nada de reunião, entrevistas, briefing... Na segunda que vem te apresento uns layouts e tudo bem...
- Mas... Quanto custa?
- Tudo bem, tudo bem... Seu negócio é pequeno. Vou tirar o manual da marca e fazer um grande desconto para viabilizar o negócio: R$ 2.188,47
- R$ 2.000,00 pra arredondar?...
- Tudo bem... Tudo bem...
- Segunda que vem?
- Sim senhor, na próxima segunda um rapaz irá deixar os layouts para sua aprovação.
- Fechado...
- Fechado!
- O senhor poderia me passar o endereço para a entrega?
- Só um momento, vou transferir para minha secretária...
ESPERA: "Com 73 lojas espalhadas pelo estado, e mais sete no exterior, a Padaria do Seu Manel é a única que possui uma ampla estrutura de
entregas e serviços. Para sua comodidade acesse: www.padariadoseumanel.com e faça suas compras sem sair de casa. Na Padaria do Seu Manel você encontra mais de 15.000 diferentes produtos! Nesse mês não perca nossa promoção: a cada R$ 50,00 em compras você ganha uma cartela para concorrer a 30 casas, isso mesmo, são 30 casas no valor de R$ 80.000,00 cada uma! É uma casa por dia! O resultado da Promoção Casa Própria do Seu Manel será divulgado nos intervalos do Jornal Nacional. Participe!" "Padaria do Seu Manel, onde quem ganha é você!"
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
LOG OFF
Primeira parada: caixa eletrônico, precisava rechear a carteira, nem que fosse de miúdos. Ao sair do banco procurei alguma notícia fresca para o meu diário da noite. Sei lá, uma briga de namorados, uma colisão no tráfego, um louco declamando poesias apocalípticas, uma mísera estrela cadente. Nada. Dei uma alô pra minha sombra, que viajava ao meu lado sobre as pedras portuguesas. Apertei o passo e segui para um endereço mais promissor, um shopping center.
Na entrada, quando a porta automática me deu as boas-vindas, percebi que o shopping estava devagar. Nesse caso, devagar quer dizer muitas coisas. As lojas estavam lá, estampando seus objetos de consumo reluzentes. O vai e vem das pessoas também. Mas nada me chamou a atenção. Ali não tinha assunto. Quando estamos andando sem rumo o estômago cobra pedágio. Não deu outra, Trio Big Bob gordurento com catchup, mostarda e molho de sei lá o que escorrendo entre os dedos. Entre um descuido e outra da minha fome voraz os olhos percorriam cada mesa da praça de alimentação. Nada. Crianças, velhos, office boys, meninas de uniforme da rede pública, vendedores, bancários... Todas na mesma função: mastigar. Estava entrosado.
Terminei minha ceia nada santa e parti para as escadas rolantes. Uma livraria, que bom! Não que eu seja um devorador de livros, mas livrarias oferecem milhões de informações visuais. Capas e mais capas, seções a perder de vista. Comecei pela arte, que me interessa, mas deixei o ofício de lado, lembrei do pacto com o demorado log off do Windows. Passei por revistas, pela seção religiosa, pelos infinitos livros de Direito até parar na mais apoteótica de todas as seções: auto-ajuda. Livros de auto-ajuda me intrigam tanto que nunca fui capaz de ler um sequer. Confesso que tenho um certo medo de acabar um livro desses e, imediatamente, mudar de vida, de personalidade. Sei lá, os livros me lembram catequeses. Enfim, sempre sinto um cheiro de perigo no ar quando empunho algum desses. Mas, cá entre nós, temos que tirar o chapéu para certos títulos. “Quem mexeu no meu queijo”, por exemplo, é um nome digno de nota dez no quesito originalidade. Esse título me lembra os divertidos desfiles a fantasia do Hotel Glória. Carnavalesco que é carnavalesco se veste de “Ascenção e Queda da Civilização Inca” pra cima. Não faz sentido usar a simplicidade no meio de tantos swarovski e penas de faisão.
Deixei a livraria e segui viagem pelas escadas. Nada aconteceu. Não se fazem mais shoppings como antigamente. Onde estão os elevadores panorâmicos? Ultrapassei óticas, papelarias e uma loja especializada em manequins diferenciados (loja de gordo mesmo) e caí na rua novamente. Entre um passo e outro percebi que estava sendo seguido. Me virei repentinamente e desvendei, ao fazer o movimento, que o suspeito em potencial era minha própria sombra. Paranóia de cidade grande brincando com o auto-controle de quem sai na rua sem endereço certo. Pensei em sentar num bar, mas não gosto de beber sozinho na rua, parece coisa de psicótico, de desajustado social. Imbuído de sentimentos e valores que a própria cidade me impõe, optei pelo ponto de ônibus. Cinco, dez, quinze minutos até que o barulhento e desengonçado meio de transporte coletivo chegasse. Era minha última locação, meu último cenário, a última esperança. Aqueles poucos quilômetros poderiam me dar uma história interessante. Nada. Sem boa noite do trocador, sem uma conversa escatológica no banco de trás. Desci no ponto de costume e dei a noite como perdida.
A essa altura, meu corpo implorava por um banho quente. Coloquei um cd de jazz no aparelho de dvd (hoje as coisas são multi-uso, espero ansioso o dia que a geladeira vai me trazer uma cerveja gelada e uma porção de salaminho, só com a força do meu pensamento) e cacei um bloco de notas. A partir daí, você é testemunha.
Enfim, o nada faz parte do dia-a-dia. Ele rouba o tempo, sequestra as expectativas e sepulta minhas garrafas de uísque. Já está mais que na hora de fazer uma viagem internacional para reabastecer o bar com as promoções do Free Shop.
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
BRASILIDADE ILUSTRADA

segunda-feira, 21 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
CLARABÓIAS

Admiro olhares caninos, cheios de verdade.
Admiro o poder universal de um pictograma.
Luzes na intensidade correta.
Janelas, salas e telhados de sapê.
Admiro a força de um ângulo reto.
Geometria e geografia.
Letras e frases.
Mapas.
Admiro tênis e sapatos.
Vozes baixas, mesmo que não escute.
A cor laranja.
Palavras curtas.
Objetividade.
Admiro fotos super expostas.
Admiro o sol quando dá cor ao mar.
Crianças, por serem autênticas.
Engenheiros, tanto pelas pontes quanto pelas escadas bem planejadas, que dispensam corrimão - até para bêbados.
Admiro músicas com poder de gerar ação.
Decisões.
Ônibus com ar-condicionado.
Mulheres com elegância verbal.
Clarabóias.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
EDIFÍCO FICTÍCIO DO VAZIO
Esse vídeo foi montado através de captações feitas a longa distância. Cada janela foi gravada separadamente. É uma montagem, por isso o FICTÍCIO do tema. A trilha é de Thiago Assis.
Abaixo algumas fotos do evento (as fotos não são minhas, roubei na net).

segunda-feira, 7 de julho de 2008
ONADA ABSOLUTO

sexta-feira, 13 de junho de 2008
SONHO DE CONSUMO
SUB GEO NEO
segunda-feira, 9 de junho de 2008
ARACA - DIA 10 DE JUNHO - 00

http://festaaraca.blogspot.com/





















